Ouvir basta?
Hoje está sendo um dia conturbado. Coisas que normalmente seriam simples acabaram sendo extremamente complicadas. Até a minha máquina não quis ajudar, travando um software de FTP a cada 10 minutos. Fora o pânico de ter que publicar um novo serviço, tive que lidar com algo que sempre me irrita profundamente; fornecedores.
Na verdade, não sei porque eu ainda me espanto. Afinal, lidar com fornecedores sempre foi a mesma coisa; você fala, eles escutam e fazem algo completamente diferente do que foi pedido.
É nessa seqüência que se nota o real problema… o “escuta”. Ao invés de ouvir, a grande maioria dos fornecedores está pensando em o que dizer, que comentário “genial” eles podem fazer para impressionar o cliente (no caso eu). Gostaria que apenas uma vez, um dos fornecedores ficasse concentrado no que eu estou falando.
Tudo piora quando se contrata mão de obra de qualidade duvidosa. O que deveria ser uma tarefa simples, se torna em um monstro sem precedentes. A falta de informação, conhecimento e bom senso, faz o trabalho com estes indivíduos (não me atrevo chamar alguém assim de profissional) insustentável.
Pensava, ingenuamente, antes que bastava a pessoa ouvir ao invés de escutar. Agora vejo mais claramente. Prover um serviço é algo que exige não somente uma pessoa concentrada e atenciosa, requer algo mais, um cérebro pensante, uma massa cinzenta tinindo com micro-descargas elétricas que disparem de uma forma ordenada (ou sei-lá eu como o cérebro funciona), mas que permitam um raciocínio coerente, uma linha que leve para a solução de um problema. Seja isso no design, na programação, engenharia, ou sendo auxiliar de colocador de tijolos.
Trabalhar é fácil, qualquer animal treinado o faz, o difícil é trabalhar direito.
Fica aqui meu desabafo penoso em uma segunda-feira alvoroçosa.

É meu amigo Bugz, trabalhar com pessoas não é fácil mesmo não. Mas será que se falássemos o contrário do que queremos eles iriam fazer o certo?? Bom, na eminência de uma catástrofe pior ainda que poderia gerar uma terceira opção desastrosa, ficamos como está mesmo, e aceitamos essa horrível realidade, não?
Mas vai aí uma coisa que um amigo diz sempre e que temos que adotar pra não pirar “Seja Feliz!”
PS.Adorei a sugestão da receita, vou tentar.bjo
I hate mondays…